O Projeto: Implementação do Departamento de Felicidade – Ratisbona. Transformar o bem-estar numa responsabilidade partilhada

A Ratisbona contou com a Psicotec Portugal, em parceria com Paulo Oliveira, especialista em Cultura e Felicidade Organizacional, para criar e implementar um Departamento de Felicidade.
O projeto foi concebido para capacitar uma equipa interna, criar espaços de escuta e participação e estabelecer uma abordagem estruturada ao bem-estar, à cultura e à experiência dos colaboradores.
Mais do que promover ações pontuais, a intervenção procurou desenvolver uma dinâmica capaz de permanecer dentro da organização, envolvendo as pessoas e aproximando a gestão da cultura das necessidades reais das equipas.
O desafio colocado
A criação de um Departamento de Felicidade exige uma visão que vá além de iniciativas isoladas de bem-estar ou momentos ocasionais de convívio. Para produzir efeitos consistentes, é necessário compreender a realidade da empresa, envolver a liderança e preparar profissionais internos para acompanhar a evolução da cultura.
Na Ratisbona, o desafio passava por criar uma estrutura que pudesse ser liderada a partir de dentro. O objetivo não era entregar à organização um conjunto fechado de ações, mas desenvolver competências, práticas e instrumentos que permitissem dar continuidade ao trabalho.
Existia também a necessidade de promover uma participação genuína. Para que o Departamento de Felicidade fosse reconhecido como relevante, teria de criar espaço para que os colaboradores partilhassem opiniões, necessidades e sugestões, sentindo que os seus contributos eram escutados. Outro dos desafios prendia-se com a integração do projeto na atividade diária. Era importante garantir que a participação da equipa interna não interferia de forma significativa com as suas responsabilidades habituais e que o tempo investido no programa gerava valor para a organização.
Abordagem Psicotec na implementação do Departamento de Felicidade Ratisbona
A metodologia definida pela Psicotec combinou capacitação, diagnóstico cultural, acompanhamento contínuo e alinhamento com a liderança.
Um dos pilares do programa foi a preparação de um núcleo interno de Chief Happiness Officers. Esta equipa foi envolvida num processo de aprendizagem orientado para o desenvolvimento de competências práticas, científicas e comportamentais relacionadas com cultura, bem-estar e felicidade organizacional.
A intervenção previu sessões presenciais com a equipa central, momentos online de acompanhamento e reuniões regulares com a liderança. Esta combinação permitiu trabalhar simultaneamente a componente estratégica e a aplicação prática das aprendizagens.
Ao longo do processo, a equipa interna teve oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a organização e sobre as pessoas que dela fazem parte. A interação com os colaboradores assumiu uma importância particular, permitindo recolher contributos e criar um ambiente favorável à participação.
O programa integrou também instrumentos destinados a estruturar a continuidade do projeto, entre os quais o Plano Anual de Bem-Estar, o Manual de Cultura, o Plano Estratégico de Felicidade e, na versão de seis meses, o Manual de Comunicação Interna.
A metodologia contemplou ainda inquéritos de bem-estar, sessões individuais de assessment e coaching e relatórios de progresso com dados de cultura e recomendações práticas.
Esta abordagem procurou garantir que o Departamento de Felicidade não dependesse exclusivamente de iniciativas espontâneas, mas de um processo acompanhado, participado e ligado às prioridades da Ratisbona.
A importância da escuta e da participação
Um dos efeitos mais visíveis do projeto foi a abertura demonstrada pelos colaboradores.
Embora existisse inicialmente a expectativa de alguma resistência, a resposta das pessoas foi mais positiva do que se antecipava. Ǫuando lhes foi proporcionado espaço para participar, os colaboradores mostraram vontade de intervir, apresentar propostas e contribuir para a evolução das iniciativas.
Esta experiência reforçou uma ideia central na gestão da cultura: quando as pessoas sentem que são ouvidas, aumenta a sua disponibilidade para participar e assumir um papel ativo na construção do ambiente de trabalho.
O projeto permitiu, assim, criar momentos de interação que não se limitaram à recolha de opiniões. Estes espaços ajudaram a reforçar a perceção de reconhecimento e valorização, dois elementos relevantes para o sentimento de pertença.
Resultados alcançados com a implementação do Departamento de Felicidade Ratisbona
A primeira fase do projeto gerou uma avaliação positiva por parte da equipa da Ratisbona e criou condições para a continuidade do trabalho.
Entre os resultados confirmados destaca-se, em primeiro lugar, a boa recetividade dos colaboradores. O feedback global transmitido durante a reunião de renovação foi considerado muito positivo, evidenciando uma adesão favorável às dinâmicas desenvolvidas.
A equipa diretamente envolvida salientou também a aprendizagem proporcionada pelo programa. A experiência permitiu aprofundar conhecimentos e, simultaneamente, desenvolver uma interação mais próxima com as pessoas da organização.
Outro resultado relevante foi a participação ativa dos colaboradores. Os espaços de escuta estimularam a apresentação de sugestões e demonstraram que existe disponibilidade para contribuir quando a organização cria condições adequadas para essa participação.
A preocupação inicial com o tempo necessário para o projeto foi igualmente clarificada. Durante a implementação, concluiu-se que a dedicação ao Departamento de Felicidade não representava uma interferência significativa no tempo útil de trabalho da equipa responsável.
Por fim, a vontade expressa pela Ratisbona de renovar e continuar o projeto constitui um dos indicadores mais claros do valor atribuído à intervenção. A continuidade foi discutida não apenas como uma repetição do trabalho realizado, mas como uma oportunidade para ajustar o modelo, consolidar aprendizagens e aprofundar a atuação do Departamento de Felicidade.
“O feedback da equipa foi muito positivo e ficou claro que este é um trabalho ao qual queremos dar continuidade. A experiência mostrou-nos que, quando criamos espaço para ouvir as pessoas, elas participam, apresentam sugestões e envolvem-se na construção de uma organização melhor. A preocupação que temos com os Colaboradores demonstrou-nos uma vez mais que quando estes estão mais felizes, acabam por ser mais enérgicos e ajudam a construir uma Organização também ela mais feliz, mais competitiva e consequentemente mais lucrativa. Ora uma Organização mais produtiva/lucrativa foca-se inevitavelmente em manter os Colaboradores satisfeitos e é a este ciclo que chamamos de “Felicidade Circular”
António Correia, CEO da Ratisbona
Vantagens de contar com um Departamento de Felicidade na sua organização
Um Departamento de Felicidade permite tratar o bem-estar e a cultura de forma estruturada e continuada.
Ao capacitar uma equipa interna, a organização desenvolve recursos próprios para escutar os colaboradores, identificar necessidades e ativar iniciativas ajustadas à sua realidade.
Esta autonomia ajuda a assegurar a continuidade do trabalho e evita que o bem-estar dependa apenas de ações externas ou pontuais.
A existência de um departamento dedicado a estas matérias facilita também o alinhamento com a liderança. A cultura passa a ser acompanhada como uma dimensão estratégica, apoiada em objetivos, rituais, instrumentos de diagnóstico e momentos regulares de avaliação.
Outra vantagem reside na criação de canais de participação. Ǫuando os colaboradores encontram espaços seguros para partilhar perspetivas e sugestões, a organização obtém informação relevante e reforça o sentimento de valorização.
Por fim, uma abordagem estruturada permite acompanhar o progresso, corrigir práticas e consolidar iniciativas ao longo do tempo. O Departamento de Felicidade torna-se, assim, um elemento facilitador de uma cultura mais próxima, colaborativa e consciente.
Construir uma cultura positiva exige método e continuidade
O projeto desenvolvido com a Ratisbona demonstra que a felicidade organizacional não deve ser abordada como uma ação pontual. Exige escuta, capacitação, envolvimento da liderança e uma metodologia que transforme intenções em práticas concretas.
A resposta positiva da equipa e a decisão de estudar a renovação confirmam a importância de desenvolver este tipo de intervenção de forma progressiva e adaptada à realidade da organização.
Com o apoio de uma consultora de Recursos Humanos especializada, como a Psicotec, é possível criar um Departamento de Felicidade com objetivos definidos, instrumentos de acompanhamento e capacidade para gerar envolvimento interno.
Se a sua organização pretende estruturar uma estratégia de bem-estar, capacitar uma equipa interna ou desenvolver uma cultura mais participativa, entre em contacto com a Psicotec. Juntos, podemos construir uma solução alinhada com as suas pessoas, a sua identidade e os seus objetivos.